
escárnio, escárnio! a lua era cheia. batizada por Frida, tu dizias. e mais: canta teu tango, bebe teu vinho. chama toda dor de carinho!
que seas mia! cala a boca e canta tua vida!!! escolhe logo porque as chances mudam e a gordura te torna crime. inafiançável! tu defines. hediondo são teus cabelos sorrindo nesse rosto maldito. tu te vestes de veludo e te recolhes entre o fosco e o brilho. pedantismo vazio. chora seco e vive lembranças esquecidas. cava razão, indícios... pedes um café de ritual boêmio e amigo. correntes e chicotes para libertação do proibido. nega-te ofegante... tu lias um romance clássico e lindo, olhava-a recatada, nunca tímida. ela fazia da pele uma burca. tu a despia e ela não tinha a nudez gritante, era suave, pétala... violência inútil e tardia. inútil. tardia... e o título para a lua era “a insustentável leveza, beleza... do ser”. tu fitas as mãos dela... a segura em teus olhos e diz: uma matrioska, matriosca, matrioshka, Matriochka, matrioschka ou Matryoshka ,
матрёшка ou
матрешка. Caibas em ti...
"Werde der du bist."