
Cega...
As cores desbotavam nas veias;
perdidas
em meio às pessoas
desencontradas entre meus dedos.
Vidas e flores se cortam com delicadeza,
inóspitas de luz, intensas na dor.
Escamas de sua pele ainda vestem
os dias dessa estação.
Paredes transparentes,
para caber os sons do tempo,
o perfume das lágrimas,
a distância dos corpos,
a saudade das almas.
E por que erramos tanto?
O sorriso insiste num sentido.
O adeus se faz com olhos de reencontro.
E a esperança...
ainda é monogâmica como a traição.