
Por que corres para as sombras?
Ousas fugir de teu destino...
Não sei se sou eu,
como me acusas
ou se teus descaminhos.
Tu te escondes
da luz que dá alma
às cores das flores,
culpando-as do cheiro
de teus perfeitos odores.
Corres de medo das feridas,
novas ou antigas;
legado de lembranças e cicatrizes
que a história insiste em nos deixar.
Não teme o inevitável!
Sentir tanto
não é fatalidade.
Corrente perene,
leveza das brisas,
intensidade dos ventos
na exatidão contrária do tempo.
E o enigma que te recai é a profecia:
que um dia ao meu amor
tu te renderás.