
Era uma dança emocional.
O vento arranhava a pele alva
das almas que se encontravam.
Tanto gritavam, tanto sorriam, tanto choravam.
Não faziam perguntas,
porque não havia respostas ali.
Sabiam que tudo
o que tinham era o agora.
Tudo era pleno, cheio de si.
Um mergulho fundo nas águas do porvir.
Os olhos se encontravam em beijos primaveris.
Pétalas jovens caíam sobre os sentimentos
O medo ficara para trás
quando deram aquele primeiro e único salto.
E pularam juntos...
E caíram juntos...
E não se machucaram mais.